HOJE EU ESTOU CHATEADO

Há muitos anos atrás eu decidi que seria o melhor músico que eu pudesse ser, que eu praticaria e correria atrás de conseguir melhorar a cada dia no meu saxofone.
 
Bem, com muito esforço eu consegui chegar aonde cheguei e consigo me manter nesse nível para continuar avançando.
 
Mas o fato é que já faz algum tempo que eu percebi que, apesar do caminho ter sido difícil, ele não precisava ter sido tão complicado assim.
 
E quando eu penso sobre isso, eu só consigo pensar no quanto a falta da ferramenta certa faz com que algumas coisas sejam muito mais complicadas. Por exemplo, você já tentou puxar água de um poço com um balde? Você pode fazer isso amarrando uma corda em um balde, jogando ele lá dentro e puxando com muito esforço ou usar uma roldana por onde a corda passa e deixa tudo muito mais fácil.
 
Eu não vou entrar nos detalhes a respeito do porquê essa ferramenta faz o balde cheio de água parecer mais leve (eu não lembro dos detalhes que o professor de física me ensinou no ensino médio), mas eu sei que um dia alguém sentou e elaborou aquela ferramenta para facilitar esse serviço e que, mesmo que qualquer pessoa também não saiba explicar o porquê funciona, se ela tiver dois braços e um pouco de força, consegue puxar um balde de água com muito menos esforço usando essa ferramenta.
 
“Tá, Elias. E o que isso tem a ver com você e o saxofone?”
 
Eu explico: Quando eu disse que “com muito esforço” eu consegui chegar aonde cheguei, eu não menti. Mas eu posso dizer que a minha história na música tem dois momentos:
 
No primeiro, era como se eu tentasse tirar a água do poço apenas com um balde e uma corda. Só eu sei o quanto pesava tentar ter o resultados que eu sonhava. E por mais que eu me esforçasse, acredite, eu não conseguia chegar nem perto de tocar em um nível aceitável. Os resultados eram tão lentos que parecia que eu só conseguia jogar o balde no poço, pegar um pouco de água e puxar. Os resultados para tocar em um nível minimamente bom não chegavam e eu não sabia o que fazer.
 
O segundo momento é que me trouxe resultados mesmo e, se você já me viu contar a minha história, sabe que tudo mudou quando eu tive contato com alguns professores de fora do país que me mostraram o início de um caminho para me desenvolver musicalmente e mudar tanto a minha forma de entender e produzir o meu som no sax quanto de tocar sem depender das partituras.
 
Como eu disse, esses músicos de fora do país me mostraram o início do caminho. Através das possibilidades que eles me apresentaram, eu consegui pesquisar mais e desenvolver a minha própria forma de praticar, a minha “roldana” que me possibilitou tirar toda a água que eu precisava de dentro do poço.
 
Só a partir daí, com muito menos dificuldades, é que eu consegui realmente ver os resultados e tocar da forma que eu sonhava.
 
Mas o que me deixa chateado, como eu disse no topo dessa página, é que hoje eu estava pensando e percebi que a cada dia eu vejo que mais gente continua tentando tirar água do poço usando apenas um balde, uma corda e a força dos braços. Pior que isso, sempre que eu leio um comentário de um saxofonista que tem dificuldades ou que desistiu de tocar, penso que ele fez isso porque não aguentou mais o “peso do balde”. E isso é tão triste!
A cada dia eu compartilho algumas partes da minha roldana nas minhas redes sociais mas eu percebo que ainda assim os saxofonistas têm alguma dificuldade de assimilar tudo. E é por isso que eu estou pensando em fazer algo para mudar isso para o máximo de pessoas possível já na próxima semana.
 
Então, eu queria pedir a sua ajuda. Aqui em baixo tem um botão que encaminha você pra uma pesquisa. As respostas dessa pesquisa vão me ajudar muito a decidir exatamente o que eu vou fazer pra ajudar só saxofonistas do Brasil a saírem dessa situação. É só clicar e participar.
Eu já agradeço a sua participação desde agora.

Esse texto foi importante para desabafar.

Abraço. Elias Coutinho.
Feito com
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